quarta-feira, 26 de março de 2014

E eu?

Me prendo ao chão, não devo
Enquanto a leve brisa me leva
Metade de mim padece, me mata
E eu estou errado de novo

Passado repassa o meu mundo
Levanto a mão pedindo ajuda
A razão me puxa, trapaça imunda
E eu estou errado de novo

Me faço só, me sinto vivo
Escondido e completamente inteiro
A noite chega, num leve estrondo
E eu estou errado de novo

Tudo caindo a minha volta
Meu completo, complexo, e realmente mentira
A mente engana, acredita e pira
E eu estou errado de novo

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Quero me embebedar de pura mentira…

 

Pequeno érbio noturno, como vais?
Assim noite adentro
Esperando findar seu tormento
Sua tonteira cair adormecida ao menor acalento.

 

Eu vou sem rumo, noitívago solitário
Por dentro da cidade, na sarjeta me escondo
Por bares e tavernas, com medo, rondo
Abandonado, triste, cafajeste e salafrário

 

Que pensas fazer fugindo escondido?
Onde queres ir, assim, destruido
Sabes que causas nojo onde passas,
E onde passa, inspira desgraça.

 

Quero ir à ponte mais bela,
Quero gritar para a madrugada
Me jogar de lá, em silencio, desesperado
E morrer docemente, na correnteza jogado

sábado, 27 de julho de 2013

Já não é o rei…

Fechei os olhos mais uma vez
Voltei para aquele ambiente escuro
Meu castelo era envolto em um muro
Hoje somente ruína
Minha antiga coroa quebrada, perdida
Minhas asas lá cortadas, estavam sumidas
O sonho no sonho que inventei, quebrado
Os pesadelos escondidos reinando, minha sina
Fumaça da última guerra pairando
Meus olhos se abrindo, estava acordando?
Mas ví somente pesadelo.
O sonho do sonho perfeito destruído
O rei deposto preso, detido
E o pesadelo corria solto reinando.

segunda-feira, 18 de março de 2013

As ideias retornam, poucas e borbulhantes...

Olhos, o que veem de tão distinto
Que me esqueço de voltar à realidade
Destroi meu ínfimo senso de vaidade
Me leva a cambalear?

Não confio no que ouço
Mas, por sua causa, não digo porquê não ligo
Queria me esquecer, mas não consigo
Me lembro do que virá no futuro.

Empunho a arma na minha destra
Porém não desejo lutar de nenhuma maneira
A lua some no horizonte, pelas montanhas esgueira
E acordo e digo: Obrigado irmão... Amigo...

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